Como prevenir doenças ocupacionais? Saiba agora!
Prevenir doenças no trabalho é responsabilidade de empregadores e empregados. Vamos explorar as ações essenciais para garantir saúde e segurança no ambiente laboral.
Ergonomia: o conforto que salva
Adequar móveis, equipamentos e postos de trabalho evita posturas erradas e lesões. Um ambiente ergonômico melhora o desempenho e reduz fadiga muscular.
EPIs: proteção indispensável
Fornecer Equipamentos
Luvas, máscaras, óculos e protetores auriculares para cada função
Fiscalizar uso correto
Garantir que os colaboradores usem EPIs conforme orientação
Pausas e ginástica laboral
Pausas regulares
Intervalos para reduzir fadiga e aumentar a concentração
Exercícios práticos
Alongamentos e atividades para evitar dores e melhorar circulação
Controle de agentes nocivos
Ventilação eficiente
Reduz exposição a gases e poeiras
Isolamento acústico
Evita danos auditivos provocados por ruídos intensos
Saúde mental no trabalho
Programas de bem-estar
Atividades para reduzir o estresse e melhorar o clima organizacional
Comunicação aberta
Incentiva diálogo e suporte entre equipe e liderança
Capacitação e exames médicos
Treinamentos contínuos
Ensinar segurança, ergonomia e gerenciamento do estresse
Exames ocupacionais
Monitoramento regular da saúde para prevenção e diagnóstico precoce
Previna-se e cuide da sua saúde!
Doenças ocupacionais podem ser evitadas com ações simples de todos no trabalho. Invista em prevenção e segurança para melhorar o bem-estar coletivo.
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Causas Comuns
Diversos fatores podem levar ao desenvolvimento de doenças ocupacionais, incluindo:
  • Agentes físicos: Ruídos excessivos, temperaturas extremas, vibrações, radiações.
  • Agentes químicos: Exposição a substâncias tóxicas, gases, poeiras e fumos.
  • Agentes biológicos: Contato com bactérias, vírus, fungos, parasitas, etc.
  • Fatores ergonômicos: Postura inadequada, movimentos repetitivos, levantamento de peso, mobiliário inadequado, sobrecarga de trabalho.
  • Fatores psicossociais: Estresse excessivo, assédio moral, pressão por metas, ambientes de trabalho conflituosos e jornadas de trabalho extenuantes.
Principais Doenças Ocupacionais no Brasil
As doenças ocupacionais mais comuns no Brasil, e que têm recebido maior atenção, incluem:
  • Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT): Tendinites, bursites, síndrome do túnel do carpo, dores na coluna, entre outras. São causadas por movimentos repetitivos, postura inadequada e esforço físico.
  • Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR): Resulta da exposição prolongada a altos níveis de ruído no ambiente de trabalho, podendo ser temporária ou definitiva.
  • Doenças Respiratórias: Asma ocupacional, silicose, antracose pulmonar e outras doenças pulmonares, causadas pela inalação de poeiras, gases e substâncias químicas nocivas.
  • Dermatoses Ocupacionais: Afecções da pele (irritações, alergias, infecções e até câncer de pele) decorrentes do contato com agentes químicos, físicos ou biológicos.
  • Transtornos Mentais e Comportamentais: Ansiedade, depressão, síndrome do pânico e, principalmente, a Síndrome de Burnout (esgotamento profissional). Essas condições são cada vez mais frequentes e estão ligadas a ambientes de trabalho estressantes, carga excessiva e falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
  • Problemas de Visão: Em decorrência de exposição a agentes químicos, físicos, ou uso excessivo de telas.
Prevenção
A prevenção de doenças ocupacionais é fundamental e envolve ações tanto do empregador quanto do empregado:
  • Ergonomia: Adequação do mobiliário, equipamentos e postos de trabalho para garantir conforto e evitar posturas inadequadas.
  • Uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Fornecimento e fiscalização do uso correto de luvas, óculos, máscaras, protetores auriculares, etc.
  • Pausas e Ginástica Laboral: Incentivo a pausas regulares e prática de exercícios de alongamento e fortalecimento muscular.
  • Controle de Agentes Nocivos: Implementação de sistemas de ventilação, isolamento acústico, eliminação ou substituição de substâncias perigosas.
  • Saúde Mental: Promoção de programas de bem-estar, gestão de estresse, comunicação aberta e garantia de um ambiente de trabalho saudável e com menos pressão.
  • Capacitação e Treinamento: Educação dos colaboradores sobre boas práticas de segurança, ergonomia e gestão do estresse.
  • Exames Médicos Ocupacionais: Realização de exames admissionais, periódicos, de retorno ao trabalho, de mudança de função e demissionais para monitorar a saúde dos trabalhadores.
O que é higiene ocupacional?
Higiene ocupacional é um conjunto de ações que visam a prevenção de doenças ocupacionais e a proteção da saúde dos trabalhadores no ambiente de trabalho. Ela se concentra na antecipação, reconhecimento, avaliação e controle de riscos à saúde que podem surgir no ambiente de trabalho ou em relação ao tipo de trabalho realizado.
A higiene ocupacional utiliza abordagens científicas e técnicas para avaliar o grau de exposição dos trabalhadores a esses riscos e desenvolver estratégias para mitigá-los. Isso pode incluir a implementação de controles de engenharia (como ventilação adequada), controles administrativos (como rodízio de trabalhadores) e o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
DiferençaS entre higiene ocupacional e segurança do trabalho
 reside no foco de atuação. A higiene ocupacional concentra-se na prevenção e controle de doenças ocupacionais, avaliando e mitigando riscos ambientais como agentes químicos, físicos, biológicos e ergonômicos. A segurança do trabalho, por sua vez, tem como objetivo prevenir acidentes e lesões, abrangendo aspectos como organização do ambiente de trabalho, utilização de equipamentos de proteção e treinamento dos trabalhadores. 
A higiene ocupacional se concentra em doenças e riscos ambientais, enquanto a segurança do trabalho se concentra em acidentes e riscos de segurança. Ambas as áreas são importantes para garantir a saúde e segurança dos trabalhadores, e muitas vezes trabalham em conjunto para criar um ambiente de trabalho mais seguro e saudável. 
Agentes patogénicos são:
organismos que causam doença, incluindo vírus, bactérias, fungos, protozoários e parasitas. A patogênese descreve como esses agentes interagem com o hospedeiro para causar a doença. A compreensão destes agentes é fundamental para a prevenção e tratamento de doenças. 
Classificação dos Agentes Patogênicos no Trabalho
Para facilitar a análise e o controle, os agentes patogênicos são classificados em três grandes categorias:
Agentes Biológicos:
  • Definição: São organismos vivos ou suas toxinas que podem causar infecções, intoxicações, reações alérgicas ou outras doenças.
  • Como agem: Entram no corpo por inalação (aerossóis), contato com a pele e mucosas (feridas, olhos), ingestão (alimentos contaminados) ou inoculação (picadas, cortes).
  • Exemplos:
  • Vírus: causadores de gripes, hepatites, HIV, COVID-19.
  • Bactérias: responsáveis por tuberculose, leptospirose, salmonelose.
  • Fungos: provocam micoses, candidíase.
  • Protozoários e Parasitas: giardíase, ancilostomíase.
  • Onde são encontrados: Hospitais, laboratórios, frigoríficos, estações de tratamento de esgoto, aterros sanitários, fazendas e indústrias de alimentos.
Agentes Físicos:
  • Definição: São formas de energia ou características físicas do ambiente que, se presentes em níveis ou intensidades inadequadas, podem causar danos à saúde do trabalhador. Diferentemente dos biológicos e químicos, não são substâncias, mas condições do ambiente.
  • Como agem: Através da exposição direta do corpo a esses fatores, causando alterações fisiológicas ou lesões.
  • Exemplos:
  • Ruído: pode causar perda auditiva induzida por ruído (PAIR), estresse.
  • Vibração: pode levar à síndrome de Raynaud ou lesões osteomusculares.
  • Temperaturas Extremas:
  • Calor: exaustão, insolação, desidratação.
  • Frio: hipotermia, congelamento, frieiras.
  • Radiações (Ionizantes e Não Ionizantes): podem causar câncer, queimaduras, catarata.
  • Pressões Anormais: como as enfrentadas por mergulhadores, que podem levar à doença descompressiva.
  • Onde são encontrados: Indústrias com máquinas barulhentas, frigoríficos, áreas de soldagem, hospitais (raio-x), construção civil (vibração de equipamentos), mineradoras.
Agentes Químicos:
  • Definição: São substâncias, compostos ou misturas que, em contato com o organismo, podem provocar efeitos tóxicos, irritantes, corrosivos, alergênicos, asfixiantes, mutagênicos (alteram o DNA) ou carcinogênicos (causam câncer). Podem se apresentar na forma de poeiras, fumos, névoas, gases, vapores, líquidos ou sólidos.
  • Como agem: Principalmente por inalação, mas também por absorção pela pele e mucosas, ou ingestão acidental.
  • Exemplos:
  • Poeiras: sílica (causa silicose), amianto (asbestose, câncer de pulmão).
  • Gases: monóxido de carbono (asfixia), amônia (irritação respiratória).
  • Vapores Orgânicos: benzeno (leucemia), tolueno (danos neurológicos).
  • Metais Pesados: chumbo (intoxicação), mercúrio (danos renais e neurológicos).
  • Ácidos e Bases: queimaduras na pele e vias respiratórias.
  • Onde são encontrados: Indústrias químicas, metalúrgicas, construção civil, agricultura (agrotóxicos), laboratórios, setor de limpeza.
Medidas de Prevenção e Controle
A prevenção da exposição a agentes patogênicos e a consequente ocorrência de doenças ocupacionais é um pilar da Higiene Ocupacional e da Segurança do Trabalho. As medidas de controle seguem uma hierarquia:
  1. Eliminação: Remover o agente patogênico do ambiente de trabalho (ex: substituir uma substância tóxica por uma não tóxica).
  1. Substituição: Trocar um processo ou material perigoso por um menos perigoso.
  1. Controles de Engenharia (Coletivos): Modificações no ambiente de trabalho ou no processo para reduzir a exposição (ex: sistemas de ventilação exaustora, enclausuramento de máquinas ruidosas, barreiras físicas, lavatórios).
  1. Controles Administrativos: Alterações nas práticas de trabalho (ex: rodízio de tarefas para reduzir tempo de exposição, pausas, programas de treinamento, sinalização, higiene pessoal rigorosa, procedimentos operacionais seguros).
  1. Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): Utilizados como última linha de defesa quando as outras medidas não são suficientes (ex: luvas, máscaras, óculos, protetores auditivos, vestimentas especiais).
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